Is This a Dress Rehearsal?

In the Moment

Bruno Latour

The unforeseen coincidence between a general confinement and the period of Lent is still quite welcome for those who have been asked, out of solidarity, to do nothing and to remain at a distance from the battle front. This obligatory fast, this secular and republican Ramadan can be a good opportunity for them to reflect on what is important and what is derisory. . . . It is as though the intervention of the virus could serve as a dress rehearsal for the next crisis, the one in which the reorientation of living conditions is going to be posed as a challenge to all of us, as will all the details of daily existence that we will have to learn to sort out carefully. I am advancing the hypothesis, as have many others, that the health crisis prepares, induces, incites us to prepare for climate change. This hypothesis…

View original post 1,202 more words

Landscape value

Landscape value corresponds to an attachment or emotional bond that people develop with places. There are strong cultural ties to landscapes and feelings for the visual beauty of mountains, lakes, coasts, forests, etc., which are a common bond among people or social groups of a given region. Arguments related to landscape values are commonly heard in Europe from opponents to the construction of wind farms for example. Landscape values may also be important for the tourism industry and landscapes can therefore be managed as a key component of tourism infrastructure.

Landscape value often has an association with environmental and natural resource values. The values that people appreciate in a landscape may often also be important ecologically. Landscape values can be divided into use and non-value, the former of which provides tangible benefits (such as economic value through, for instance, tourism, or recreation value) and the latter of which provides spiritual, identity or ecological value.

For further reading

Penning-Rowsell, E. C. (1981) Fluctuating fortunes in gauging landscape value. Progress in human geography, 5(1), 25-41.

Zografos, C., & Mart, J. (2009). The politics of landscape value: a case study of wind farm conflict in rural Catalonia. Environment and Planning A, 41(7), 1726-1744.

This glossary entry is based on contributions by Julien Francois Gerber

EJOLT glossary editors: Hali Healy, Sylvia Lorek and Beatriz Rodríguez-Labajos

Debate participacion (Habermas) vs technocracy (Niklas Luhmann)

O problema de partida: apatia política nas democracias contemporâneas Nos últimos anos formou-se um consenso surpreendente entre muitos autores sobre a crise do sistema democrático. A surpresa deriva do fato de que, depois da Queda do Muro de Berlim, a democracia ocidental parecia triunfar definitiva e incontrastavelmente. De fato, havia tempo que alguns teóricos já tinham alertado para problemas irresolvidos e dilemas que caracterizam nossas sociedades democráticas. Já na década de 1970, Jürgen Habermas e Claus Offe tinham chamado atenção para os desafios que o Estado democrático de bem-estar social tinha que enfrentar na Europa (Habermas, [1973] 1980; Offe, [1972] 1984). Com o desenvolvimento da economia capitalista e o multiplicar-se das crises econômicas e financeiras, provocadas – na leitura marxista desses autores – pela própria lógica do sistema capitalista, o Estado se viu na obrigação de encontrar remédios para os efeitos negativos de tais crises e para obviar às correspondentes crises de legitimação que ameaçavam o sistema econômico e político. Um dos instrumentos utilizados para esse fim foi a adoção de políticas de segurança social, que foram aprofundando-se e transformando-se em políticas de bem-estar social. Ora, apesar de considerar esse processo em geral de maneira positiva, Habermas em várias obras alerta para um efeito negativo: o cidadão tende a transformar-se em cliente, renunciando à participação ativa e assumindo a atitude passiva de quem se limita a aguardar serviços do Estado (Habermas, 1973, pp. 9 e ss., 2012, pp. 626 e ss.).

Mais ou menos na mesma época, Niklas Luhmann, ao discutir a noção de “democratização da política”, afirmava que as sociedades contemporâneas são tão complexas que as “teorias clássicas da democracia” parecem ultrapassadas e incapazes de entender adequadamente a realidade política (Luhmann, [1965] 1983, p. 153). A ideia de uma vontade popular é inspirada por uma analogia com
os indivíduos, mas não se deixa aplicar a sistemas altamente complexos. Essa complexidade faz com que “o nível de informação do público” seja “extremamente baixo”. Até em casos que dizem respeito ao interesse pessoal dos cidadãos, como no “do direito tributário, ou daqueles relativos aos seguros e às pensões”, é improvável que o indivíduo conheça as leis em questão. Longe de considerar isso lamentável, Luhmann pensa que “ignorância e apatia são
as condições mais importantes para uma mudança das leis, que segue passando despercebida, e para a variabilidade do direito e, portanto, são funcionais para o sistema” (Luhmann, [1965] 1983, p. 191).

Source: http://www.scielo.br/pdf/ln/n89/06.pdf