Debate participacion (Habermas) vs technocracy (Niklas Luhmann)

O problema de partida: apatia política nas democracias contemporâneas Nos últimos anos formou-se um consenso surpreendente entre muitos autores sobre a crise do sistema democrático. A surpresa deriva do fato de que, depois da Queda do Muro de Berlim, a democracia ocidental parecia triunfar definitiva e incontrastavelmente. De fato, havia tempo que alguns teóricos já tinham alertado para problemas irresolvidos e dilemas que caracterizam nossas sociedades democráticas. Já na década de 1970, Jürgen Habermas e Claus Offe tinham chamado atenção para os desafios que o Estado democrático de bem-estar social tinha que enfrentar na Europa (Habermas, [1973] 1980; Offe, [1972] 1984). Com o desenvolvimento da economia capitalista e o multiplicar-se das crises econômicas e financeiras, provocadas – na leitura marxista desses autores – pela própria lógica do sistema capitalista, o Estado se viu na obrigação de encontrar remédios para os efeitos negativos de tais crises e para obviar às correspondentes crises de legitimação que ameaçavam o sistema econômico e político. Um dos instrumentos utilizados para esse fim foi a adoção de políticas de segurança social, que foram aprofundando-se e transformando-se em políticas de bem-estar social. Ora, apesar de considerar esse processo em geral de maneira positiva, Habermas em várias obras alerta para um efeito negativo: o cidadão tende a transformar-se em cliente, renunciando à participação ativa e assumindo a atitude passiva de quem se limita a aguardar serviços do Estado (Habermas, 1973, pp. 9 e ss., 2012, pp. 626 e ss.).

Mais ou menos na mesma época, Niklas Luhmann, ao discutir a noção de “democratização da política”, afirmava que as sociedades contemporâneas são tão complexas que as “teorias clássicas da democracia” parecem ultrapassadas e incapazes de entender adequadamente a realidade política (Luhmann, [1965] 1983, p. 153). A ideia de uma vontade popular é inspirada por uma analogia com
os indivíduos, mas não se deixa aplicar a sistemas altamente complexos. Essa complexidade faz com que “o nível de informação do público” seja “extremamente baixo”. Até em casos que dizem respeito ao interesse pessoal dos cidadãos, como no “do direito tributário, ou daqueles relativos aos seguros e às pensões”, é improvável que o indivíduo conheça as leis em questão. Longe de considerar isso lamentável, Luhmann pensa que “ignorância e apatia são
as condições mais importantes para uma mudança das leis, que segue passando despercebida, e para a variabilidade do direito e, portanto, são funcionais para o sistema” (Luhmann, [1965] 1983, p. 191).

Source: http://www.scielo.br/pdf/ln/n89/06.pdf

PhD Course: Modern Sociological Theory, at Copenhagen University

The course focuses on sociological theory during the period between roughly 1945 and 2000. It will discuss what is considered to be central theoretical developments and problems and also open up for discussions on what has been seen as more peripheral theoretical perspectives. The course aims both at orienting participants in different theoretical areas and traditions, and make possible in-depth studies of particular fields. The course aims at enriching participants ability to relate the development of sociological theory to relevant social, cultural and political contexts. The course will be based on mandatory readings and discussion seminars as well as on readings chosen by the participants according to their interest and in accordance with teachers.

The course is offered in cooperation by the Departments of Sociology in Copenhagen, Lund and Gothenburg. The instruction language is English.

Hegel`s theory of recognition: in order to be a full subject, each needs to be recognized by the other

In Hegel you have essentially two actors encountering one another and each is a subject, but in order to be a full subject, each needs to be recognized by the other. Each affirms the other as a subject in its own right that is simultaneously equal and different from me. If both people can affirm that, then you have a reciprocal egalitarian, symmetrical process of recognition. But, famously, in the master-slave dialectic, they encounter one another on highly asymmetrical, unequal terms, terms of domination or subordination. Then you get non-reciprocal recognition.

Nancy Fraser (2016)

Organic system: between quantum physics and sociology (In Spanish)

Xaquin Pérez-Sindín

Me hago eco de esta reflexión sobre sistemas de Max Neef, economista chileno. Afirma que la física cuántica ya habla del carácter orgánico de todo sistema en tanto que no tiene partes sino participantes, las cuales no son separables. Lo hace en oposición a la concepción mecánica, donde, en efecto, si se distinguen las partes. Me parece interesante esa analogía que hace para explicar el sistema económico. No obstante, no estoy de acuerdo en que esta forma de entender el sistema social haya llegado tarde a las ciencias sociales. Emile Durkheim, ya en el siglo XIX, hacía referencia al carácter orgánico de las sociedades industrializadas, precisamente, en oposición a las mecánicas. Para ello utilizaba los conceptos de solidaridad orgánica y mecánica.

Sobre este punto explicó que “la economía convencional –que es la hija de la economía neoclásica– desde una visión ontológica, se sustenta en una visión mecánica, newtoniana: el humano, la…

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Sistemas orgánicos: entre la física cuántica y la sociología

Me hago eco de esta reflexión sobre sistemas de Max Neef, economista chileno. Afirma que la física cuántica ya habla del carácter orgánico de todo sistema en tanto que no tiene partes sino participantes, las cuales no son separables. Lo hace en oposición a la concepción mecánica, donde, en efecto, si se distinguen las partes. Me parece interesante esa analogía que hace para explicar el sistema económico. No obstante, no estoy de acuerdo en que esta forma de entender el sistema social haya llegado tarde a las ciencias sociales. Emile Durkheim, ya en el siglo XIX, hacía referencia al carácter orgánico de las sociedades industrializadas, precisamente, en oposición a las mecánicas. Para ello utilizaba los conceptos de solidaridad orgánica y mecánica.

Sobre este punto explicó que “la economía convencional –que es la hija de la economía neoclásica– desde una visión ontológica, se sustenta en una visión mecánica, newtoniana: el humano, la economía y el mundo son mecánicos. Y en un mundo mecánico tú tienes sistemas que tienen partes. Partes que descompones, analizas y vuelves a armar. Del otro lado, la economía ecológica se sustenta en una visión orgánica. Los sistemas no tienen partes, sino que participantes, los cuales no son separables. Lo cual significa que todo está intrínsecamente unido y relacionado. Esto por lo demás ya es un mensaje que hace más de 90 años nos viene dando la física cuántica, pero ese mensaje ha tardado en llegar a las ciencias sociales”.

Great video overview of Weber and the Protestant Work Ethic (and difference between Northern and Southern Europe.